“DESEBGASGO DE BEBÊ VIA TELEFONE”
Uma mulher liga desesperada para o telefone de emergências 193 do Corpo de Bombeiros.
É 19 de setembro de 2021 e, na central de operações de Foz do Iguaçu, a Cabo QPBM Kaoani Luiza Oliveira de Lacerda está na função de radioperadora.
A mãe relata que seu bebê está engasgado e pede o socorro do SIATE. A militar despacha a viatura e, rapidamente, inicia uma série de orientações para a mãe realizar os procedimentos corretos para o desengasgo da criança. Mas, no momento de desespero, mais que a forma, o jeito era fundamental para fazer o bebê voltar a respirar.
Era preciso a mãe colocar o bebê deitado de barriga para baixo em cima do seu antebraço, mas ela tremia.
A militar pedia para deixar a cabeça da criança mais baixa que o corpo, mas a mãe tinha medo de deixar o bebê cair. A militar dizia, então, para que a mulher apoiasse seu antebraço na coxa para ter mais firmeza, entendendo o nervosismo daquela mãe.
Por último, orientava por telefone, a força correta que a mãe deveria empregar na base da mão para dar os 5 tapas entre os ombros da filhinha desacordada, cuidando para não machucar o bebê.
Pouco depois, escutou-se o choro da criança, o suspiro da mãe e um emocionante “muito obrigado!”.
Didática, técnica e calma da militar em meio ao desespero de uma mãe que, com a ajuda da bombeira, evitou a morte daquela criança que há poucos meses, ela havia trazido à vida.